quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Ata da assembleia de 21 de janeiro de 2013

A reunião ocorreu no Sinpro-Rio. Participaram 60 docentes da UGF. Foram ouvidos os relatos da reunião em Brasília, com a SERES, representada por Jorge Messias, e Wanderley Quêdo, presidente do Sinpro-Rio, Sidney Amaral, presidente da Adoci e Crisóstomo Peixoto, da Adgf. Após foi oferecido relato da reunião no MPF, RJ, com a procuradora, que está em processo de instrução para encaminhar processo. Em seguida, diferentes reflexões foram apresentadas e foram tomadas as seguintes deliberações:

1. Sobre a aplicação de notas para a conclusão do semestre 2013.2 na UGF: Tendo em vista que a SERES procedeu o descredenciamento sem a conclusão do período; considerando que é a SERES a responsável pelos processos de regulação; adjuntando o fato que os docentes apenas aplicaram a A1, até a decretação da greve e que, durante a greve, não houve aulas, nem aplicação das demais avaliações; foi apresentado ao senhor Jorge Messias, durante a reunião em Brasília, pelo prof. Peixoto, a necessidade da SERES indicar os procedimentos devidos, haja vista que ela afirmou, à imprensa, que 2013.2 estava concluído. Não cabe aos docentes nenhum procedimento sem instrução explícita da SERES.

2. Sobre a declaração de IR 2013: É direito dos docentes receber da empregadora, Galileo Educacional, as informações para a declaração de IR. Cabe a cada docente solicitar por e-mail estas informações para a Mantenedora. O diretor financeiro da mantenedora é o senhor Samuel Dionisio, o e-mail dele é: samueldionizio@galileoeducacional.com.br. E, também, ao senhor Jorge de Carvalho, responsável pela administração, jorgedecarvalho@galileoeducacional.com.br Além disso, deve-se, também, solicitar, os contra-cheques com a emissão de tudo o que foi efetivamente pago. Deve-se, também, solicitar ao Banco Mercantil, pessoalmente, o extrato analítico da conta bancária. Paralelamente, o Sinpro-Rio oficiará, por meio do jurídico, à Galileo, exigindo a remessa das informações sobre IR para todos os docentes.

3. Sobre as ações em curso: Até o momento está em processo de organização o ato na ABI, em favor da federalização. Será informado por meio do Blog data e local. A ação a ser movida pelo MPF está em estudo.

4. Sobre ações trabalhistas: O jurídico do Sinpro-Rio está avaliando quais as melhores medidas jurídicas para (a) reivindicar os salários não pagos ainda e (b) regularizar a situação profissional dos docentes. A situação profissional dos docentes está indefinida, haja vista que as IES estão descredenciadas, e não houve nenhuma medida demissionária por parte da Galileo Educacional. Estamos contratados e sem emprego. As medidas a serem tomadas serão objetos de próxima assembleia.


10 comentários:

  1. Aos alunos descontentes com o posicionamento sobre a conclusão do segundo semestre de 2013: Abri uma reclamação no fale conosco no portal da SERES (http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=1216) em Assuntos de Regulação do Ensino Superior (Público em Geral) > Regularidade de IES e Curso de Ensino Superior, solicitando o efetivo término do semestre, tendo em vista que a Galileo recebeu o pagamento pelo período, e através das ações trabalhistas, eventualmente os professores e funcionários também receberão. Ficando no prejuízo somente os alunos que cumpriram com suas obrigações financeiras e não receberam pelo serviço. Aos interessados, esta é mais uma tentativa para que nos ouçam, ou pelo menos, mais um canal para chorarmos nossas mágoas... Estou marcando também com outros alunos, uma ida ao MP, na Av. Marechal Câmara, no Centro do Rio, para abrir formalmente uma reclamação apresentando todos os documentos que pude imprimir no site da Gama Filho, meus comprovantes de pagamento, os documentos das avaliações que fiz em outras universidades para o aproveitamento das disciplinas cursadas (como formando, a melhor proposta que obtive foi para cursar mais um ano), com a finalidade de conseguir uma solução para 2013.2. Não existe razão para que o aluno pague novamente pela mesma coisa. A Galileo deveria se responsabilizar financeiramente, no mínimo, com um período letivo de todos os alunos prejudicados. Não quero ser o único lado que, no final das contas, saiu sem direito a nada.

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  2. Se a Galileo pagar o valor referente a 7 salários que estão devendo aos professores, com certeza o semestre termina.
    os professores só estão esperando o pagamento para poder voltar e ajudar os alunos.
    mesmo descredenciada (e os professores desempregados) eles terminarão o semestre, ajudando a todos.

    mas, o importante é que a Galileo pague logo, se não, não dará mais tempo para ajudar.

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    1. A Galileo vai pagar na Justiça, quando isso acontecer nós(alunos) já estaremos transferidos e o semestre2013.2 perdido. Vc se comporta como um trabalhador qualquer, não como um professor. A minha sorte é que eu tenho professores de verdade que estão fazendo o possível para fechar o semestre. Fico triste pelos seus alunos.
      Pra vc educação é mercadoria!!!

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    2. Concordo com voce Felipe, esse individuo descreveu a atitude de um mercenario e nao de um mestre. Espero que esse sr. que respondeu se identificando como revoltado, tome consciencia do papel de cada um em termos sociais o mais rapido possivel... que acorde para a realidade que um erro nao pode justificar outro, que ele nao deve desejar para os outros aquilo que ele nao deseja para si mesmo e que nao se deve reproduzir o pior do capitalismo em termos de educação, saude e ainda mais e alem, etica e moral !

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  3. Depois de tudo que aconteceu com Galileo será que realmente ainda vai ter pagamento para os professores ? ou eles simplesmente vão sumir, pois além disso também lançaram debêntures no mercado usando fundos de pensão dos correios e Petrobras !

    Será mais um golpe financeiro bem calculado onde foi parar o dinheiro das mensalidades ?

    Onde estão os responsáveis pela Galileo (ainda no Brasil) ?

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  4. Uma luz e esperança os funcionarios administrativos
    http://www.saaerj.org.br/
    SAAE consegue audiência com a Galileo na 41ª Vara do Trabalho. Anote: dia 12/02/2014 às 9:40h
    O SAAERJ conseguiu marcar, em tempo recorde na Justiça Trabalhista, audiência para cobrar salários, vale transporte e décimo terceiro atrasados dos funcionários da UGF e UniverCidade. A audiência com a Galileo e suas mantidas acontece no dia 12 de fevereiro às 9:40h, na 41ª Vara do Trabalho, que fica na rua do Lavradio. É importante que os trabalhadores marquem presença em frente à Vara, para sensibilizar a sociedade e dar publicidade aos atos atrozes do patrão.

    “Os funcionários neste momento devem cerrar fileira junto a sua representação e, como sempre, tomar as decisões de forma democrática participando das assembleias gerais que o Sindicato sempre promove”. enfatiza o presidente do SAAERJ, Elles Carneiro.

    Atenção: descredenciamento não significa rompimento de contrato de trabalho
    O SAAERJ esclarece que o recente descredenciamento da Gama Filho e da UniverCidade, que inclusive pode ser revogado, dependendo do andamento das mobilizações e pressões que o MEC sofra, não significa rompimento do contrato de trabalho com os empregados. A lei trabalhista existe justamente para garantir nossos direitos, independentemente de descredenciamento, falência ou fechamento de instituições. O Sindicato está fazendo tudo a seu alcance para tomar todas as ações que visem a resguardar e proteger seus direitos.

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  5. Engraçado que eu fiz todas as minhas provas de 2013.2 do internato, ou seja, tenho direito de ter minha nota lançada, pois o descredenciamento foi somente em janeiro e eu terminei meu módulo ainda em dezembro.... Não tenho direito???

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  6. Se valeu para Direito e Medicina tem que valer pra todos!!!!!!!!!! Palhaçada do caramba , uns se formam e outros não ????? Se não valer pra um que não valha pra ninguém !

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  7. Prezados Camaradas,

    Sou o Prof. Allan Kelvin, moro no Ceará. Sou professor do IFCE-campus Juazeiro do Norte e estou acompanhando a situação dos professores da UGF. Antes de tudo parabenizo a luta dos docentes.

    Estive pensando sobre o problema das universidades UGF e UC. Interessante, só existem três possíveis soluções: 1. "federalizar"; 2. "reprivatizar" (encontrar um novo grupo econômico que "banque" as universidades); 3. fechar e realocar os alunos "assistidos" pelo governo.

    No meu entendimento, entregar ao estado, ou a grupo privado, ou realocar os alunos em novas universidades privadas. No fim das contas, ou entregar ao estado ou a grupo privado.

    Eu vejo uma terceira alternativa: criação de uma Associação Livre dos Trabalhadores em Educação da GF e UC (docentes, técnicos e colaboradores) e entregar as universidades a esta associação. Desta forma, não estaríamos entregando nem ao estado, nem a grupos privados, mas a quem realmente trabalha na universidade. Os alunos ganhariam com essa proposta, pois não precisariam ser "realocados", os professores, técnicos, etc também, pois não perderiam os empregos, nem precisariam da burocracia do estado para serem readmitidos numa possível federalização. A transição seria mais rápida e todos sairiam ganhando. Como a educação não é mercadoria, talvez essa nova visão mude como as coisas são conduzidas.

    E como essa proposta é inusitada, o Governo poderia dar uma trégua no descredenciamento por dois anos, e acompanhar o rumo das Universidades....O que vocês acham?! Como está a situação agora!?

    Bem, é o que penso....

    Abraços...

    Prof. Msc. Allan Kelvin. IFCE-Campus Juazeiro do Norte

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  8. Assista ao documentário gravado por Dr.Valdecy Alves em que debate as principais violações à Lei do Piso do professor, Lei Federal nº 11738/2008, gravado na manhã de 06/03/2014. Além da análise de cada uma das violações desde 2008, demonstra as principais fraudes praticadas contra direitos dos professores contidos na lei e da educação de qualidade. http://valdecyalves.blogspot.com.br/2014/03/documentario-sobre-lei-do-piso-violada.html

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